As doenças dos pés
Podopatias são as doenças dos pés. Conheça as principais — muitas evoluem por descuido ou desinformação e têm tratamento.
Conheça, identifique e trate
Cada uma dessas condições tem sinais próprios e um tratamento adequado. Toque em cada item para saber mais.
A unha encravada ocorre quando uma de suas pontas enterra na pele ao seu redor. Isto acontece porque a pele forma uma barreira em seu crescimento e, como a unha não para de crescer e é mais dura, ela penetra na pele, causando dor e inflamação.
É comum, após um ferimento ou encravamento de unha, aparecer uma carne esponjosa chamada "Granuloma Piogênico ou Telangectásico".
Calo duro: muito frequente no dorso dos dedos devido a deformações como dedo em martelo ou em garra, uso de calçado apertado, de salto alto e bico fino. Também surge em áreas de maior atrito, como na polpa digital.
Calo interdigital: forma-se nos espaços interdigitais, ocasionado pelo aumento da epífise da falange do dedo. Com o excesso de transpiração, a pele se macera e pode formar um calo mole.
Calo neuro-vascular: forma-se, em geral, na planta do pé, e apresenta pequenos vasos sanguíneos e ramos nervosos na massa de queratina — por isso é muito dolorido.
Calosidades: geralmente nas áreas de sustentação do peso, na região plantar e do calcâneo. Resultam da sustentação do peso e/ou alinhamento anormal dos ossos metatarsos. O termo médico é hiperqueratose.
Micose é o nome genérico dado a várias infecções causadas por fungos. Como os fungos estão em toda parte, a exposição é inevitável. Em condições favoráveis (umidade e calor excessivo), eles se reproduzem e podem dar origem a um processo infeccioso que, dependendo do fungo ou da região afetada, pode ser superficial ou profundo.
O pé diabético traduz, sucintamente, alterações decorrentes de complicações do diabetes mellitus: a neuropatia diabética (alterações nos nervos periféricos), problemas circulatórios (micro e macroangiopatia diabética) e a infecção. O menor fluxo sanguíneo e a formação de feridas que se infeccionam e têm difícil cicatrização podem levar à gangrena.
É uma distrofia adquirida que causa o espessamento de uma ou mais unhas pela falta de cuidados, aumentando sua extensão e dando o aspecto curvado como o chifre de carneiro. As unhas ficam mais escuras, mais grossas e encurvadas do que as normais, e geralmente crescem bastante rápido.
A pele é formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Quando a epiderme é agredida por fatores externos (atritos com calçados) ou falta de hidratação, o organismo reage com o engrossamento (acúmulo de queratose) da região, protegendo as camadas mais profundas e formando os calos ou hiperqueratoses — com ou sem fissuras.
Os dedos em garra são, normalmente, problemas mais graves do que ligeiras deformações e podem evoluir com o tempo. Nos primeiros estágios são sutis e podem ser tratados sem cirurgia; se não resolvidos, tornam-se rígidos. As calosidades tendem a piorar e, nos casos mais graves, podem surgir escaras que causam infecções.
Condição na qual a maior parte da planta do pé fica em contato com o solo, como resultado da redução ou ausência do arco longitudinal do pé (do dedão ao calcanhar).
Designação usada na área da saúde (ortopedia, podologia e fisioterapia) para a deformidade do pé onde há aumento da curvatura do arco interno (arco longitudinal medial).
Formação óssea reativa em forma de esporão (espícula óssea), localizada na face plantar do calcâneo — uma espécie de "bico de papagaio" no calcanhar. Causa dor na região plantar sob o calcâneo, principalmente no início da manhã e em atividades prolongadas em pé.
O neuroma desenvolve uma dor característica no antepé, levando o paciente a parar a atividade ou a retirar o sapato para massagear os dedos. A dor irradia para trás ou para os dedos, com formigamento e sensação de queimação, agravada pelo uso de sapatos inadequados.
Identificou algum desses sinais?
Não espere a dor aumentar. Agende uma avaliação.